Pepe e Lupe

Lupe jamais se esqueceria do dia em que conheceu Pepe. Naquele mesa ao fundo, no bar onde a sua voz doce e quente relembrava às paredes as melodias que elas ouviam todas as noites, sentava-se um homem feio, baixo e que tresandava a suor. De todos os homens que passavam por ali, não era aquele que se adivinhava como o seu companheiro para a vida, mas o seu cheiro a vida tocava-a e ali se construiu um amor sentido. Agora, ao passar as mãos pela suavidade que cheirava a branco do seu vestido de noiva, vinha-lhe à boca o sabor intenso daqueles primeiros dias. E então chorou, chorou lágrimas doces, que ao passarem pelo seu baton com odor a morango lhe deixaram um leve rasto de felicidade que sabia a fruta. Aquele era o dia mais feliz da sua vida.

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