A Gillette

Não há nada pior do que acordar cedo. O grito irritante do despertador que não se cala, o peso dos olhos que teimam em não querer abrir, o frio que está lá fora. Levanto-me a muito custo e vou para o chuveiro. Afinal não é assim tão mau acordar cedo. A água quente que percorre o meu corpo deixa agradáveis sensações ao passar. Desligo a água. Seco-me. Tudo seria diferente se eu não tivesse que pegar naquele objecto de plástico e metal, ao qual vou ficar agarrado vinte minutos enquanto ele me irrita a pele. O dia seria muito melhor sem aquela dor que nunca mais acaba, primeiro para baixo, depois para cima. Os dias passam e o ritual repete-se. Mas eis que chega o fim-de-semana. Durmo até tarde. Esqueço aquele estúpido objecto. Mas são só dois dias.

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